terça-feira, 3 de março de 2009

Ficha sobre as objecções à concepção tradicional de conhecimento

Filosofia - 11º ano
Ficha sobre as objecções à concepção tradicional de conhecimento

Durante mais de dois mil anos a definição tradicional de conhecimento prevaleceu. No entanto, em 1963 o filósofo americano Edmund Gettier (n.1927), refutou esta definição. Gettier elaborou um conjunto de contra-exemplos que apresentam exemplos de crença verdadeira justificada que não constitui conhecimento.

Vejamos um exemplo: João vai a uma festa onde se encontra Ana. Imaginemos que:
1. João acredita que Ana tem o Manual de Filosofia na mochila. Imaginemos ainda que a crença de João está justificada. A Ana havia dito a João que ia levar o Manual de Filosofia para a festa porque a Rita lho tinha pedido emprestado. Logo, o João não apenas acredita que a Ana tem o Manual na mochila como a sua crença está justificada.
2. A crença do João de que a Ana tem o Manual na mochila está justificada. Porém, suponhamos que a Rita havia telefonado à Ana para lhe dizer que afinal já não precisava que ela lhe emprestasse o Manual. Imaginemos agora que o António havia encontrado a Ana antes da festa e lhe tinha pedido para levar o Manual para a festa para tirar umas dúvidas com ela. Assim, a Ana tinha de facto o Manual na mochila, mas não tinha o livro por causa da Rita, mas por causa do António.
3. A Ana tem o Manual na mochila. Isto quer dizer que dado 1, 2 e 3, o João tem uma crença verdadeira justificada. Portanto, de acordo com a definição tradicional de conhecimento, o João sabe que a Ana tem o Manual de Filosofia na mochila.



Questão I. Podemos afirmar que João sabe de facto que a Ana tem o Manual de Filosofia na mochila? A razão pela qual João acredita que a Ana tem o Manual de Filosofia na mochila é a verdadeira razão que fez com que Ana levasse o Manual para a festa?

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